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REMINISCÊNCIAS DO FUTEBOL AMAZONENSE: PAULO ONETY,O INESQUECÍVEL ÍDOLO NACIONALINO E FASTIANO

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Paulo Onety quando defendia o Nacional. Imagem ilustrativa do ano de 1942. Todas as pessoas que o viram jogar eram unânimes em afirmar que em campo era diferenciado, um excelente craque que manejava a bola com maestria colocando em perigo os goleiros e zagueiros adversários, se tornando ele ídolo das torcidas do Nacional e do Fast: seu nome era PAULO ONETY Carlos Zamith, saudoso historiador do futebol amazonense e que foi testemunha ocular da trajetória do craque nos campos do Amazonas, afirmava que Onety estava cinco anos à frente dos demais jogadores, tamanha era sua habilidade. E para outros Paulo Onety foi o melhor jogador de futebol do Amazonas no século XX. Considerando um atacante completo nas décadas de 1940 e 1950,ainda na época do amadorismo no Amazonas, ele era franzino, mas de grande técnica, jogando limpo e nunca recorrendo a jogadas violentas com os adversários. Paulo de Oliveira Onety nasceu na cidade de Itacoatiara, no interior do Amazonas, no dia 6 de fevereiro...

MUNDURUKUS, OS ESPARTANOS DA AMAZÔNIA - INDÍGENAS GUERREIROS FORAM OS MAIS TEMIDOS DA AMAZÔNIA COLONIAL

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Na imagem maior, à esquerda, se tem um Munduruku com seu troféu, a cabeça de um indígena (provavelmente um Mura) espetada na ponta de sua lança; na ilustração menor acima à esquerda, um semblante de um guerreiro Munduruku com suas tatuagens/pinturas tribais de guerra; e na ilustração abaixo, um confronto entre um indígena Mura e um Munduruku.   Nenhuma etnia indígena foi mais guerreira e temida na época colonial na Amazônia do que os Mundurukus, isto devido sua índole guerreira e valentia e de seu bem organizado e poderoso exército, cujas impressões foram bem documentadas por autoridades, militares, religiosos e viajantes daquela época, inclusive ficaram conhecidos como os espartanos da Amazônia, em comparação aos guerreiros da cidade de Esparta, na Grécia antiga, cujo seu exército ficou conhecido como um dos melhores que surgiu na face da terra. Os Mundurukus ficaram também conhecidos como "cortadores de cabeças" e seu armamento se constituía de lanças, arco e flecha, zara...

EM 1911,NO AMAZONAS,CAUSAS POLÍTICAS DESENCADEIAM CONFLITO ARMADO NO MUNICÍPIO DE FLORIANO PEIXOTO - FORÇAS LEGALISTAS COMBATEM E TRIUNFAM SOBRE OS REVOLTOSOS

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Na ilustração de cima à esquerda, se tem uma representação do coronel Francisco Monteiro; acima, à direita, uma notícia do início do conflito em Floriano Peixoto, do jornal "Folha do Acre”, cujo lugar ainda era chamado por alguns de Antimarí(sua antiga denominação); no mapa abaixo, na esquerda, se vê a área da conflagração em verde, no Estado do Amazonas, próximo ao Acre(em cor laranja); e na representação à direita se tem dois membros do grupo do coronel Monteiro vigiando próximo à Floriano Peixoto.   No distante ano de 1911 o Amazonas ainda usufruía da exportação da borracha, cujo Brasil era o maior exportadora do mundo, mas a região amazônica começava a sofrer concorrência da borracha asiática, resultando dois anos depois na superação do produto asiático sobre o brasileiro e o início da crise que se abateu por toda a região Norte de nosso país. Porém é nesse mesmo ano que surge no interior do Amazonas uma grave conflagração armada, pondo frente a frente um grupo insurgente co...

JOÃO GRETINHA: UM DISCÍPULO DE LAMPIÃO QUE ATERRORIZOU AS MATAS DO ACRE NA DÉCADA DE 1930

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Na foto maior, à esquerda, se tem uma representação de João Gretinha, armado e com roupas da época. Já na imagem menor, acima à direita, sem tem a bandeira do Acre (local onde o personagem fez suas façanhas criminosas), e abaixo, à direita, a notícia de 1932 estampada no jornal "A Reforma”, de Tarauacá, anunciando o prêmio prometido pelo governo pela captura de João Gretinha. Durante os anos iniciais da década de 1930 entrou em ação no então Território do Acre um famoso delinquente que espalhou medo entre a população da área em que atuava e chegou a ter a cabeça à prêmio pelo governo do Território, se tornando um dos mais procurados e perigosos indivíduos de sua época no Norte do Brasil: seu nome era "João Gretinha". Seus feitos foram comparados pela população local e imprensa como idênticas às de Lampião, que no mesmo período aterrorizava com seus cangaceiros o Nordeste do Brasil. Aliás muitos viam Gretinha como um legítimo praticante do cangaceirismo na floresta amaz...

UMA PARTEIRA DO RIO MADEIRA QUE DEU A VIDA PARA SALVAR SEUS FILHOS

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Maria Parintintin com as crianças na canoa. Quando a exploração da borracha e da castanha se intensificou na Amazônia, centenas de desbravadores e aventureiros penetraram nas áreas mais distantes e inóspitas da região, em busca do ouro negro e de uma estabilidade econômica. Na zona do rio Madeira, no Estado do Amazonas, os exploradores extrativistas e seus empregados tiveram que lidar com a resistência feroz de vários grupos indígenas que não os queriam ali, gerando conflitos e mortes entre exploradores e nativos. Desses indígenas os mais famosos e resistentes eram os "Parintintins”, etnia valente e guerreira que sempre combateu a presença do homem branco em sua área, ainda mais quando os seringalistas armavam expedições de jagunços para invadir suas aldeias e aprisionar os indígenas para trabalharem nos seringais. Os Parintintins, em resposta, invadiam os seringais matando a todos que ali moravam, incendiando os barracos dos trabalhadores e levando suas cabeças decepadas como...