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CONTOS DA AMAZÔNIA ANTIGA: UM NAUFRÁGIO QUE RESULTOU EM UM RELATO DE APARIÇÃO MISTERIOSA E MILAGRE ATRIBUÍDO A UM SANTO CATÓLICO

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Na ilustração à esquerda, está uma representação da canoa transportando a família de Bernardo Ferreira; e à direita está uma imagem de São Francisco, frade nascido na cidade de Assis, na Itália, durante a Idade Média.  Nas primeiras décadas do século XX existia na margem do rio Massangana um seringal chamado "São Luiz”, que era de propriedade dos sócios Erasmo Castro e Francisco Florindo de Castro. O rio Massangana é um afluente do rio Jamarí que na época ficava situado próximo da divisa dos Estados do Amazonas e Mato Grosso, e hoje o local faz parte do Estado de Rondônia. Pois bem, ali em São Luiz trabalhava o maranhense Bernardo Ferreira das Neves que também residia no dito seringal junto com sua esposa Isabel Maria das Neves, e mais 4 filhos menores: José, Raimundo, Maria de Nazaré e a caçula Francisca Ferreira das Neves, de apenas 4 anos de idade. Em abril de 1920 o seringal foi vendido para outras pessoas. Sendo assim agora o ex-proprietário, Sr. Erasmo Castro, resolveu s...

DO AMAZONAS AO ACRE: EM 1950 DOIS JORNALISTAS, DE UMA RENOMADA REVISTA A NÍVEL NACIONAL, REALIZAM UMA AVENTURA PIONEIRA PELA AMAZÔNIA

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Na foto de cima se tem o comandante Narcizo Martins saindo de Manaus com destino ao Acre no navio Republicano; abaixo à esquerda, se tem o seringueiro cearense Potó tocando sua sanfona no navio; e à direita, o padre espanhol Luiz Monte realizando um casamento de ribeirinhos a bordo do Republicano. Todas as fotos foram tiradas por Roberto Maia.  A revista carioca "O Cruzeiro" foi durante um bom tempo uma conceituada revista brasileira, distribuída em todo território tupiniquim, com reportagens impactantes sobre o país. No ano de 1950 a diretoria da revista destacou dois jornalistas seus, o repórter Jorge Ferreira e o fotógrafo Roberto Maia, para se dirigirem ao Norte do Brasil com a finalidade de se internarem na Amazônia para uma matéria que seria publicada na revista. Os dois jornalistas utilizariam todos os meios de transporte para se locomover pela Amazônia, penetrando a fundo nos locais mais remotos da região, analisando a flora, fauna, tipos humanos e problemas que a...

UM ANTIGO CONFRONTO ENTRE O CESTOBOL BARÉ E MACUXÍ

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Em 16 de outubro de 1948 a Seleção de Basquete do Território do Rio Branco (hoje Estado de Roraima), organizada pela F.R.D. (Federação Riobranquense de Desportos) desembarcou em Manaus para realizar uma excursão contra as melhores equipes do basquete amazonense. O convite foi feito pelo Dr. Aloísio Brasil, que era o presidente da Federação Amazonense (FADA), para o selecionado macuxi fazer parte das atrações festivas em comemoração ao centenário da elevação de Manaus à categoria de cidade. A delegação riobranquense veio num avião da Cruzeiro do Sul, e desembarcou à tarde no aeroporto de Ponta Pelada. Daquele local os visitantes seguiram em uma carreata de automóveis onde lhes foi oferecido um coquetel pelos dirigentes do Tijuca, na sede do clube na rua da Instalação. Depois eles ficaram hospedados na Casa dos Pilotos. Naquele mesmo dia 16 de outubro, à noite, a Seleção do Rio Branco já estava na quadra do Atlético Rio Negro Clube, para enfrentar o anfitrião Rio Negro em sua primeir...

REMINISCÊNCIAS DO FUTEBOL AMAZONENSE: PAULO ONETY,O INESQUECÍVEL ÍDOLO NACIONALINO E FASTIANO

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Paulo Onety quando defendia o Nacional. Imagem ilustrativa do ano de 1942. Todas as pessoas que o viram jogar eram unânimes em afirmar que em campo era diferenciado, um excelente craque que manejava a bola com maestria colocando em perigo os goleiros e zagueiros adversários, se tornando ele ídolo das torcidas do Nacional e do Fast: seu nome era PAULO ONETY Carlos Zamith, saudoso historiador do futebol amazonense e que foi testemunha ocular da trajetória do craque nos campos do Amazonas, afirmava que Onety estava cinco anos à frente dos demais jogadores, tamanha era sua habilidade. E para outros Paulo Onety foi o melhor jogador de futebol do Amazonas no século XX. Considerando um atacante completo nas décadas de 1940 e 1950,ainda na época do amadorismo no Amazonas, ele era franzino, mas de grande técnica, jogando limpo e nunca recorrendo a jogadas violentas com os adversários. Paulo de Oliveira Onety nasceu na cidade de Itacoatiara, no interior do Amazonas, no dia 6 de fevereiro...

MUNDURUKUS, OS ESPARTANOS DA AMAZÔNIA - INDÍGENAS GUERREIROS FORAM OS MAIS TEMIDOS DA AMAZÔNIA COLONIAL

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Na imagem maior, à esquerda, se tem um Munduruku com seu troféu, a cabeça de um indígena (provavelmente um Mura) espetada na ponta de sua lança; na ilustração menor acima à esquerda, um semblante de um guerreiro Munduruku com suas tatuagens/pinturas tribais de guerra; e na ilustração abaixo, um confronto entre um indígena Mura e um Munduruku.   Nenhuma etnia indígena foi mais guerreira e temida na época colonial na Amazônia do que os Mundurukus, isto devido sua índole guerreira e valentia e de seu bem organizado e poderoso exército, cujas impressões foram bem documentadas por autoridades, militares, religiosos e viajantes daquela época, inclusive ficaram conhecidos como os espartanos da Amazônia, em comparação aos guerreiros da cidade de Esparta, na Grécia antiga, cujo seu exército ficou conhecido como um dos melhores que surgiu na face da terra. Os Mundurukus ficaram também conhecidos como "cortadores de cabeças" e seu armamento se constituía de lanças, arco e flecha, zara...

EM 1911,NO AMAZONAS,CAUSAS POLÍTICAS DESENCADEIAM CONFLITO ARMADO NO MUNICÍPIO DE FLORIANO PEIXOTO - FORÇAS LEGALISTAS COMBATEM E TRIUNFAM SOBRE OS REVOLTOSOS

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Na ilustração de cima à esquerda, se tem uma representação do coronel Francisco Monteiro; acima, à direita, uma notícia do início do conflito em Floriano Peixoto, do jornal "Folha do Acre”, cujo lugar ainda era chamado por alguns de Antimarí(sua antiga denominação); no mapa abaixo, na esquerda, se vê a área da conflagração em verde, no Estado do Amazonas, próximo ao Acre(em cor laranja); e na representação à direita se tem dois membros do grupo do coronel Monteiro vigiando próximo à Floriano Peixoto.   No distante ano de 1911 o Amazonas ainda usufruía da exportação da borracha, cujo Brasil era o maior exportadora do mundo, mas a região amazônica começava a sofrer concorrência da borracha asiática, resultando dois anos depois na superação do produto asiático sobre o brasileiro e o início da crise que se abateu por toda a região Norte de nosso país. Porém é nesse mesmo ano que surge no interior do Amazonas uma grave conflagração armada, pondo frente a frente um grupo insurgente co...