DO AMAZONAS AO ACRE: EM 1950 DOIS JORNALISTAS, DE UMA RENOMADA REVISTA A NÍVEL NACIONAL, REALIZAM UMA AVENTURA PIONEIRA PELA AMAZÔNIA

Na foto de cima se tem o comandante Narcizo Martins saindo de Manaus com destino ao Acre no navio Republicano; abaixo à esquerda, se tem o seringueiro cearense Potó tocando sua sanfona no navio; e à direita, o padre espanhol Luiz Monte realizando um casamento de ribeirinhos a bordo do Republicano.

Todas as fotos foram tiradas por Roberto Maia. 



A revista carioca "O Cruzeiro" foi durante um bom tempo uma conceituada revista brasileira, distribuída em todo território tupiniquim, com reportagens impactantes sobre o país.

No ano de 1950 a diretoria da revista destacou dois jornalistas seus, o repórter Jorge Ferreira e o fotógrafo Roberto Maia, para se dirigirem ao Norte do Brasil com a finalidade de se internarem na Amazônia para uma matéria que seria publicada na revista. Os dois jornalistas utilizariam todos os meios de transporte para se locomover pela Amazônia, penetrando a fundo nos locais mais remotos da região, analisando a flora, fauna, tipos humanos e problemas que ali tivessem. Acontece que na época a Amazônia era um mundo desconhecido para a maioria dos brasileiros, e a reportagem teria a finalidade de trazer um retrato fiel da região para seus leitores.

Jorge Ferreira era um repórter muito conhecido e foi autor de diversas matérias de impacto social durante suas andanças por várias regiões do Brasil e era a primeira vez, na história, que o jornalismo brasileiro faria uma matéria desse estilo em solo amazônico.

Sendo assim, Jorge e Roberto saíam do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, para o Amazonas, onde chegaram na capital do estado, Manaus, ficando eles hospedados na cidade e de onde iriam começar sua jornada jornalística pela região.

Os dois repórteres compraram suas passagens para seguir viagem no navio a vapor "Republicano”, que estava atracado no porto da cidade. O Republicano iria seguir percurso de Manaus até o Território do Acre numa longa viagem que duraria mais de 20 dias.

 

A SAÍDA DE MANAUS RUMO ÀS TERRAS ACREANAS: UMA VIAGEM LONGA

Enfim, com os dois jornalistas a bordo, o Republicano levantou ferros no dia 4 de fevereiro de 1950,deixando o porto de Manaus e sendo conduzido pelo comandante Narcizo Martins. O navio seguiria pelos rios Solimões e Purus até chegar a seu destino final.

No momento da saída da embarcação estava muito quente. Os repórteres ficaram alojados no camarote, mas devido ao calor insuportável os dois resolveram sair dali e armar suas redes na proa do navio onde ventava. Mas o fotógrafo Roberto Maia, não acostumado em deitar numa rede, acabou levando um tombo causando muitos risos nos passageiros.

O navio então seguia seu trajeto passando pelo encontro das águas, entre os rios Negro e Solimões, fenômeno da natureza que causou admiração nos jornalistas.

O gerente do navio era um rapaz chamado José Valério, moço de 26 anos e que durante oito anos percorria o rio Purus, representando os proprietários dos navios em venda de passagens ou embarque de mercadorias. Ele era conhecido pelos caboclos pelo nome de "Zé Varela”, e sempre estava ocupado se movimentando, sem hora para dormir ou comer.

O Republicano possuía a bordo um bazar, uma pequena loja que vendia no atacado e varejo tudo que os passageiros necessitassem.

Em um trecho da viagem, a embarcação parou num paraná do rio Solimões onde foram embarcados dez bois que seriam abatidos e consumidos pela tripulação e passageiros durante a viagem. Embarcaram também mais de trinta burros e um jumento que seriam vendidos rio acima.

O navio também parava na margem do rio para os tripulantes cortarem e embarcarem canaranas, planta que serviria de pasto para o gado durante o longo trajeto.

Outra parada fundamental para o navio era nos chamados portos de lenha, cuja madeira servia de combustível para o barco se locomover, onde muita lenha era embarcada para o porão do navio sendo que antes se fazia toda a contagem das achas, o que era um tormento para os passageiros devido à demora e também devido o barco ser invadido por piuns e carapanãs, insetos que deixavam todos a bordo loucos com suas picadas.

 

ENTRANDO NO RIO PURUS E EMBARCANDO MAIS PESSOAS: UMA VIAGEM SOFRIDA

Após deixar o Solimões o Republicano penetrava no rio Purus navegando de subida e, ao entrar no referido rio, o navio agora se transformaria numa espécie de trem de subúrbio, parando em barrancos na beira do rio onde se viam casas e barracões dos moradores e logo embarcando novos passageiros e sendo deixando outros, assim como também entravam cargas como borracha, pirarucu, castanha e mais lenha, que seriam consumidas na caldeira do navio a cada 24 horas.

Na sua viagem vagarosa o navio continuava atracando em determinados pontos da margem, onde caboclos de ambos os sexos de cor de jambo com cabelos negros e lisos e também cearenses de andar gingado, trajando pijamas vistosos, invadiam o Republicano oferecendo para venda aos passageiros ovos, laranjas, peixes e frutas, e também aproveitavam eles e logo compravam no bazar do navio, com o dinheiro da venda, sabonetes, pentes, chinelos e cintos. Os repórteres mencionaram que as mulheres eram lindas caboclas de olhos negros e rosto de traços delicados, mas sentia-se pena delas ao ver que as pernas das moças eram marcadas devido as ferradas dos piuns, ficando com grandes manchas arroxeadas.

Dez dias após a saída de Manaus, o Republicano prosseguia sua marcha para o Acre ainda estando no meio do caminho. Devido às atracações que a embarcação fez em várias comunidades, o número de passageiros a bordo havia aumentado

na primeira classe: havia agora três artistas mambembes chamados Assis, Saca-Rolha e Valdomiro; um sujeito engraçado chamado Araújo; o coronel Zeca e sua mulher; o sírio/libanês Amin Said, dono de seringais em Pauiní; e uma moça chamada Brasília, que não se cansava de lamentar o fato de ter deixado Manaus para ficar num seringal de Pauiní onde, segundo ela, não havia rapazes e nem música, só piuns.

A maior parte do tempo da maioria das pessoas a bordo era passada na terceira classe do navio onde humanos, animais, mercadorias e máquinas dividiam o mesmo espaço, amontoados e misturados. Caboclos adultos de ambos os sexos, e crianças, deitavam em suas redes armadas quase pegadas ao teto. E às vezes eclodia ali uma confusão e barulho com o tracajá e o porco, o burro com o cavalo, o boi com o jumentões macacos fazendo estrepolias e os galos cantando. Já outros matavam o tempo jogando cartas de baralho.

À noite todos os homens e mulheres se recolhiam em suas redes para dormir, uns roncando alto e todos suando num calor infernal, com as crianças dormindo embaixo ou por cima de suas mães. Era uma viagem sofrida e sem nenhum conforto.

Uma questão observada pelos jornalistas e que deu muita pena a eles, foi ver a fileira de crianças com a barriga grande esperando no barranco o navio atracar no porto de suas comunidades, mostrando assim o parasita das vermes naqueles pequenos e a ausência de assistência médica num local esquecido pelas autoridades.

Quando o navio atracou em um determinado porto, saiu dali levando a reboque duas alvarengas, que eram pequenas embarcações de madeira.

 

UM SERINGUEIRO CEARENSE ANIMA A TODOS COM SUA SANFONA

Agora a terceira classe estava mais cheia ainda, devido a entrada de mais passageiros. E no meio deles estava um homem chamado Afonso Bandeira de Melo, um cearense de Jaguaribe que tinha 68 anos e que era um sujeito simples e divertido, sendo conhecido por todos como "Potó”, que trazia no rosto grossas lentes de óculos. Ele era um profundo conhecedor das matas amazônicas, veterano seringueiro que tinha 8 filhos e casado duas vezes e que estava indo para o Acre cortar seringa. Potó era também um exímio tocador de sanfona, e trazia a sua toda remendada dizendo que ela havia custado duzentos mil réis.

Quando chegava à noite, e para quebrar a monotonia cansativa, Potó tocava sua sanfona para animar a viagem do trajeto que parecia não acabar e trazer um pouco de alegria aos passageiros. E logo se formava uma roda em torno do sanfoneiro, que ganhou a companhia de um violeiro, com muita música regada a cachaça.

 

UM IMPROVISADO SHOW PARA ENTRETENIMENTO DOS PASSAGEIROS

A viagem já durava duas semanas e o corpo dos passageiros estava cheio de picadas dos insetos e a pele mais morena, queimada pelo sol. O navio seguia sua viagem navegando com o mesmo visual ao redor e a mesma rotina: a floresta densa, as casas humildes na beira, a água barrenta do Purus, e os tripulantes carregando e descarregando mercadorias quando o barco aportava.

Cada um a bordo se entretinha a seu modo: Zé Varela atendia a freguesia; o prático Bandeira espiava escondido, pelas frestas, os casais de namorados; o comandante Narcizo chamava todos para a fila do almoço. Na terceira classe, Potó continuava a tocar sanfona com a cachaça rolando solta e ocasionando início de brigas, e os animais comendo canarana e continuando a fazer barulho.

Porém houve um improvisado show a bordo, pois os três artistas (Assis, Saca-Rolha e Valdomira) brindaram a todos com melodias regionais que distraiu e alegrou o público. Contudo se dizia que talvez o show teria sido feito para os artistas pagarem suas passagens, pois viram eles conversando demoradamente com o gerente Zé Varela. Mas a atração mesmo da plateia foi o passageiro Araújo, que ficou conhecido como "doido", que divertiu todos dançando, pulando e se mostrando um talento para o humorismo improvisado.

 

O PÁROCO DE LÁBREA EMBARCA E REALIZA CASAMENTOS NA VIAGEM

Quando o Republicano parou na cidade de Lábrea eis que subiu a bordo o padre espanhol Luiz Monte, que era da ordem dos agostinianos e fez seu curso religioso na Argentina. E de Buenos Aires o padre chegou à Amazônia diretamente para o bispado de Lábrea. Em dois dias de viagem o religioso realizou no navio 4 casamentos, três durante a madrugada e um pela manhã, além de batizados. Para o casamento os noivos, padrinhos e crianças vieram de canoa pois sabiam que o navio ia passar em determinado horário com o padre a bordo, sendo essa uma boa oportunidade de os casais de ribeirinhos contrair o matrimônio.

Assim que as canoas encostavam no navio os casais entravam, procurando o padre Luiz que na sequência organizava o casamento, além dele também fazer o batismo das crianças trazidas pela família dos noivos.

E logo após de consumado o ato matrimonial, os casais deixavam o Republicano e embarcavam em suas canoas voltando ao seu lugar de origem.

 

O JUÍZO QUE O REPÓRTER DEU SOBRE O CABOCLO DO NORTE

E foi ali na embarcação, em meio a movimentação de cargas e passageiros, que o repórter Jorge Ferreira, observando e conversando com aqueles humildes homens e mulheres, deu seu parecer sobre a população daquela região tão distante de seu lugar de nascimento e de residência(era de Recife e morava no Rio de Janeiro).

Na observação do competente repórter, a mulher ribeirinha da Amazônia é companheira completa do homem ribeirinho, lutando com ele ombro a ombro para vencer a natureza agressiva. Ela rema a canoa com toda força de seus braços, faz as tarefas do lar, cuida da roça, faz a farinha e o sabão de Andirá, constrói o tapiri e sua casa, caça e pesca, e tem em média seis a cinco filhos todos nascidos de parto normal, que após seis ou oito dias de resguardo já voltam elas ao trabalho.

Já com relação ao homem da Amazônia que habitava a beira dos rios, Jorge Ferreira dizia que, diferente da imagem negativa que na época muitos faziam dele(uns por preconceito e outros por desconhecimento),na realidade o homem amazônico era um gigante pois não havia, talvez, em todo universo episódio comparável à sua origem, fixação e sobrevivência naquela terra, feita de heroísmo, de abnegação, de luta, de sangue e de lágrimas. O caboclo vencia de forma brilhante a natureza bruta na sua luta persistente contra as condições locais, tão difíceis. Sendo ele esquecido pela ciência e pela medicina, sem armas adequadas, sem máquinas, sem assistência e sem remédios, enfrentava sozinho de peito aberto a ferocidade da selva, dos rios e das doenças. Muitas vezes doente e subnutrido, construiu ali seu mundo à sua feição e caráter, num local onde o estado não chegava, a não ser para cobrar impostos.

 

DESEMBARCANDO OS REPÓRTERES EM BOCA DO ACRE : SE DESPEDINDO DOS PASSAGEIROS E O EMBARQUE PARA RIO BRANCO

Finalmente, no dia 1⁰ de março de 1950,após 25 dias navegando, o Republicano aportava na cidade amazonense de Boca do Acre, e ali os repórteres da revista Cruzeiro desembarcavam em terra pois ficariam no lugar por um tempo fazendo reportagens sobre a vida nos seringais do município e a pesca do jacaré. À noite os jornalistas foram a bordo do navio se despedir de todos e começaram a falar para os caboclos como era a vida nos grandes centros urbanos do Brasil, Rio de Janeiro e São Paulo, com os ribeirinhos escutando calados e curiosos sobre um mundo distante e diferente do seu. Potó, talvez percebendo que alguém não estava acreditando na conversa dos jornalistas, afirmou num termo regional o seguinte: -"Tem isso sim, o Sul é pai D'égua".

E foi ali a bordo que os jornalistas sintonizaram e escutaram, no aparelho, as frequências da rádio Tupi, do Rio de Janeiro, ficando eles sabendo o que estava acontecendo naquele momento na capital do país.

No dia seguinte o Republicano partia continuando sua rota até seu porto final, apitando e desaparecendo o navio no rio após uma curva e deixando transparecer no semblante dos dois jornalistas(que apreciavam a cena)a tristeza de nunca mais ver as amizades que fizeram, como a de Potó, e com quem conviveram durante quase um mês de viagem.

Jorge Ferreira e Roberto Maia passaram uns dias em Boca do Acre pois ali na cidade embarcaram numa canoa dirigida por um homem chamado "Zé Barbeiro”, que era considerado um dos maiores pescadores de jacaré do Amazonas. Os dois repórteres navegaram subindo o Purus e entraram no lago do Juá com Zé Barbeiro e demais pescadores, onde registraram com fotos, à noite, a pesca daquele réptil, cujo couro era exportado para a Europa e Estados Unidos.

Depois da pescaria os dois repórteres participaram de uma saborosa peixada no seringal do senhor Diogo de Melo e voltaram para Boca do Acre onde, na segunda quinzena de março, se prepararam para uma outra viagem num barco que acabara de chegar no porto, para assim darem continuidade à sua jornada jornalística. Depois de muito insistirem com o comandante eles embarcaram num batelão chamado "São Jorge" com destino à capital do Acre, Rio Branco, sendo naquele mês o único barco que faria viagem entre as duas cidades. Porém o barco estava com a lotação além do permitido, de uma capacidade para 20 passageiros estava levando 57 pessoas com todos amontoados entre si nas redes, dividindo um espaço pequeno e num desconforto total. Durante a viagem, que durou 3 dias subindo o rio Acre, correram riscos de naufrágio com o casco batendo na margem constantemente e o perigo da superlotação. O calor era insuportável devido ao grande número de pessoas e um homem tuberculoso cuspia bem próximo dos dois repórteres, além de um senhor paralítico que agonizava de dor, todos estavam com cheiro de suor e os corpos cansados. Os dois jornalistas compararam aquela situação como de um navio negreiro da época da escravidão.

 

A CHEGADA AO ACRE E A IDA PARA XAPURI : O PERIGO DE UM NAUFRÁGIO

Chegando em Rio Branco, os dois jornalistas, após negociações, embarcaram num batelão de cargas chamado "Porto Ancon”, que continuaria a navegar pelo rio Acre acima e seguiria para a cidade de Xapuri e dali iriam para Brasiléia, para depois atravessarem a fronteira visando chegarem na cidade boliviana de Cobija.

Partiram eles no barco contra a correnteza do rio se aguentando os dois homens por cima de três toneladas de gasolina, passando por Xapuri.

Num determinado trecho as nuvens começavam a enegrecer, anunciando para breve um temporal medonho. Os dois amigos repórteres não deixaram de admirar a fauna local quando araras, macacos, jacarés e garças começaram a se agitar buscando refúgio da tempestade que se aproximava. Um ribeirinho acreano(muitos eram do Ceará)assistia a tudo na sua maior simplicidade em frente à sua choupana na margem do rio, de cócoras fumando um cigarro e vendo o batelão passar, só se recolhendo ele ao cair os primeiros respingos da chuva, o que também obrigou o comandante do "Porto Ancon" a encostar o batelão na beira pois uma tempestade forte poderia colocar em perigo uma embarcação de tamanho pequeno.

Após o temporal passar e quando já se preparavam para continuar a viagem, eis que não puderam ir devido à formação no rio de um "repiquete”, ou seja, um rebojo que vinha furioso arrastando árvores, castanheiras e os barrancos e ameaçaria de naufrágio o batelão, com o rio subindo a três metros.

Não podiam sair enquanto não acabasse o repiquete, que poderia durar de 3 a 10 dias. Estava chovendo nas cabeceiras e o rio arrastava tudo, desbarrancando terra e levando o que tivesse pelo caminho, sendo impossível navegar.

Ficaram eles parados na margem por três dias quando a comida começou a faltar e agora, com o rebojo ainda ali, estavam sem saída. De um lado o repiquete e de outro um barranco com mais de 6 metros que poderia vir abaixo a qualquer momento. O comandante disse aos jornalistas que não podia voltar para Xapuri pois o barco estava pesado com as 3 toneladas de gasolina, o que faria com que a embarcação fosse tragada pelo rebojo ou despedaçada contra as toras de árvores que desciam em abundância flutuando no rio, ou então seria destroçada ao se chocar na beira levada pela força da água.

Foi aí que os repórteres perguntaram se não podia descarregar a gasolina para aliviar o peso, mas o comandante disse que não tinha pessoas ali para o serviço( pois só haviam dois tripulantes idosos)e nem tinha dinheiro para pagar alguém para ficar vigiando a gasolina na margem até eles voltarem. Os jornalistas então se prontificaram em pagar um vigia, escolhendo para a função um ribeirinho que morava próximo, e descarregar os tambores de gasolina. E assim foi feito: Jorge Ferreira e Roberto Maia arregaçaram as mangas e, durante seis horas, colocaram todos os tambores na margem do rio ficando com as mãos sangrando, podendo eles assim, com o barco leve, voltar à Xapuri sem ter concluído seu trajeto de reportagem, mas continuando eles a peregrinar por outros cantos da imensa Amazônia. Meses depois a aventura dos dois profissionais da imprensa seria publicada nas páginas da famosa revista.

 

FONTE : Revista "O Cruzeiro”, de 1950.

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