EM 1911,NO AMAZONAS,CAUSAS POLÍTICAS DESENCADEIAM CONFLITO ARMADO NO MUNICÍPIO DE FLORIANO PEIXOTO - FORÇAS LEGALISTAS COMBATEM E TRIUNFAM SOBRE OS REVOLTOSOS
No distante ano de 1911 o
Amazonas ainda usufruía da exportação da borracha, cujo Brasil era o maior
exportadora do mundo, mas a região amazônica começava a sofrer concorrência da
borracha asiática, resultando dois anos depois na superação do produto asiático
sobre o brasileiro e o início da crise que se abateu por toda a região Norte de
nosso país.
Porém é nesse mesmo ano que surge
no interior do Amazonas uma grave conflagração armada, pondo frente a frente um
grupo insurgente contra as forças militares do estado, sendo a causa política
como principal estopim do conflito.
Esse conflito armado aconteceu na
área amazonense do rio Purus, precisamente no município de Floriano Peixoto,
próximo à divisa com o então território do Acre e que foi um outro episódio
praticamente esquecido pela historiografia regional.
A VILA E O MUNICÍPIO DE
FLORIANO PEIXOTO
O comendador cearense João
Gabriel de Carvalho Mello foi o primeiro nordestino a desbravar aquela zona do
rio Purus em busca de seringueiras. Ele aportou ali no seu navio "Anajás”,
em 1878,na confluência dos rios Acre e Purus, trazendo uma leva de
trabalhadores do Ceará.
Em 1890 é criado o município e a
Vila de Altimari que em 1897 passa a se chamar de Floriano Peixoto, em
homenagem ao segundo presidente do Brasil.
Floriano Peixoto foi fundada por
Manoel Felício Maciel e situava-se(e ainda se situa)na confluência dos rios
Antimarí e Acre. Em 1902 é criado o distrito de Boca do Acre, passando o lugar
a ser, junto com Floriano Peixoto, nas principais localidades do município
amazonense naquele período.
LIDERADOS POR FRANCISCO
MONTEIRO, INSURGENTES SE PREPARAM PARA ATACAR A VILA
Havia em 1911 na Vila de Floriano
Peixoto um conhecido e poderoso seringalista chamado Francisco Ferreira
Monteiro que também participava da vida política do município. Naquele momento
o superintendente eleito de Floriano Peixoto era o Dr. Alexis Barbosa Morim, de
30 anos de idade, nascido no Ceará e formado em ciências jurídicas em Recife
pela Faculdade de Pernambuco. O Dr. Alexis veio para o Amazonas e logo assumiu
o cargo de autoridade máxima de Floriano Peixoto.
Acontece que o coronel
Monteiro(que tinha apoio político do senador Silvério Nery)se indispôs com as
autoridades legais do município e passou a atacar a administração do Dr. Alexis.
Nesse ínterim coronel Francisco
Monteiro veio para Manaus tratar de negócios relacionados com a política de
Floriano Peixoto e tentar apoio para suas reclamações e causa.
Porém na sua viagem de volta o
coronel Monteiro se fixou no povoado de Boca do Acre logo ele mandando sua
família sair de Floriano Peixoto e vir para onde ele estava, o que foi feito,
numa viagem que durava 9 horas de navio entre as duas localidades. Esta atitude
do dito coronel causou surpresa e estranheza na população de Floriano, pois o
coronel não tinha nenhum grande negócio em Boca do Acre. Começou então a surgir
conversas na Vila de que o coronel Monteiro estaria tramando uma vingança e
faria uma invasão armada ao lugar pois se viram vários emissários dele indo e
circulando pelos seringais das proximidades, com ele sempre se dizendo
injustiçado pelas autoridades de Floriano Peixoto.
Os boatos chegaram aos ouvidos
das autoridades de Floriano, fazendo com que o Dr. Alexis, junto com o
comandante do destacamento local da polícia militar, tenente Sebastião Bento de
Vasconcellos, organizassem uma milícia de moradores da vila que, armados, dariam
suporte à pequena guarnição de policiais, composta apenas por 5 soldados. A
milícia foi organizada e passou, junto com os policiais, a guarnecer dia e
noite a Vila de um possível ataque de Monteiro e seus seguidores.
Mas com o tempo os boatos
cessaram e nada mais se soube do coronel Monteiro, chegando as autoridades de
Floriano à conclusão que o lugar não sofria mais perigo de alguma investida violenta,
e ordenando eles o desarmamento e a extinção da guarda civil. Mas esse silêncio
era apenas uma estratégia do coronel Monteiro.
REBELDES ATACAM E DOMINAM
FLORIANO PEIXOTO - O ASSASSINATO DO SUPERINTENDENTE
Sem causar suspeita, o coronel
Francisco Monteiro conseguiu reunir um exército particular formado por 50 homens,
composto por trabalhadores e jagunços seus fortemente armados, que partiram de
Boca do Acre na lancha "Veloz”, com a finalidade de invadir Floriano
Peixoto e depor todas suas autoridades. Eles desembarcaram num sítio chamado
Goiabal e de lá seguiram, a pé, por um varadouro que dava para a Vila.
Na manhã do dia 22 de julho de
1911os jagunços liderados pelo coronel Monteiro atacavam a Vila, causando
pânico em seus habitantes, e se dirigindo os atacantes para as casas das autoridades,
cercando e atirando contra elas. A residência do Dr. Leopoldo Cunha Mello foi
cercada e teve a porta arrombada, tendo sido rendido o magistrado enquanto
outra autoridade que estava num outro quarto da casa conseguiu fugir, ferido
com um tiro no pé.
O quartel da polícia foi invadido,
não dando tempo dos policiais reagiram sendo eles todos presos pelos
revoltosos.
A casa do tenente Sebastião de
Vasconcellos foi cercada, mas ele conseguiu fugir e se dirigiu para o quartel,
encontrando seus soldados aprisionados e sendo logo ele fuzilado pelos rebeldes
que ali estavam, caindo morto crivado de balas.
Já a casa do superintendente
Alexis Barbosa estava também sitiada e sofrendo muito tiros. Os rebeldes
pediram para a autoridade sair, mas o Dr. Alexis se recusava e pediu garantias
de vida que foi prometida pelos atacantes. Mas assim que o superintendente
apareceu na porta foi morto com uma descarga de fuzil. Depois se achou o corpo
de um guarda civil, morto nas imediações da casa do Dr. Alexis.
Após esses assassinatos o coronel
Monteiro e seus milicianos eram os donos da situação em Floriano Peixoto,
passando eles a fazer saques nas casas comerciais do lugar e provocando a fuga
em massa dos moradores.
No total, morreram 3 pessoas no
ataque surpresa de coronel Monteiro.
A IDA DO JUIZ LEOPOLDO CUNHA
MELLO PARA MANAUS - A REVELAÇÃO DETALHADA DOS FATOS Á IMPRENSA E AO GOVERNADOR
DO ESTADO
Até aquele momento, devido à
distância e a dificuldades de comunicação, não se sabia na capital Manaus o que
se passava naquele município distante.
Mas o Dr. Leopoldo Cunha Mello,
que teve a vida poupada pelos invasores, embarcou numa lancha junto com demais
pessoas da Vila com destino à Manaus.
Chegando na capital amazonense na
noite do dia 5 de agosto, o Dr. Leopoldo foi logo na imprensa local revelar a
invasão sangrenta que aconteceu em Floriano Peixoto e a morte do
superintendente Alexis, denunciando também o autor de tudo: o famigerado
coronel Francisco Monteiro. A notícia saiu nos jornais da cidade no dia seguinte,
horrorizando a população manauara e surgindo entre ela várias versões sobre
aquele episódio. O Dr.
Leopoldo também mandou uma carta
para o governador do Amazonas, Antônio Bittencourt, relatando todos os detalhes
do ataque e pedindo da autoridade providências para a punição dos criminosos e
garantias seguras para ele voltar e assumir o seu cargo de juiz municipal na
comarca de Floriano Peixoto.
SERINGALISTA ORGANIZA UM
EXÉRCITO LEGALISTA E ATACA FLORIANO PEIXOTO, RETOMANDO O LOCAL E EXPULSANDO OS
HOMENS DE MONTEIRO.
Porém a notícia do ataque a
Floriano Peixoto chegou aos ouvidos de outra autoridade do município, o capitão
Macário Miquelino da Cunha, que era intendente de Floriano e dono do seringal
São Francisco(que ficava um pouco perto do local do ataque)e que não estava na
Vila na ocasião da invasão. A notícia foi trazida a ele pelo suplente do prefeito,
senhor Francisco Felipe, que viera fugido da Vila.
Sabedor agora do horrível fato e
da morte do Dr. Alexis, Macário Miquelino tomou por conta própria a decisão de
enfrentar e expulsar os rebeldes de Floriano Peixoto.
Ele então entrou em contato com
outros seringalistas das proximidades que lhe cederam homens, formando assim o
capitão Macário um exército particular de 150 homens que, armados, seguiram em
canoas para Floriano Peixoto.
Os insurgentes souberam da
intenção de Macário e se prepararam para resistir e repelir sua guarnição legalista,
inclusive alguns moradores de Floriano, ao tomarem conhecimento da existência
daquela força armada concebida para retomar sua localidade, se prontificaram a
fazer parte das fileiras do grupo do destemido seringalista, para assim
ajudarem a desalojar os invasores instalados na Vila.
No dia 30 de julho, enquanto o
juiz Leopoldo viajava para Manaus, se deu o ataque do contingente de Macário
contra os seguidores de Monteiro. O tiroteio começou às 8 horas da manhã e, até
ao meio-dia, estava indeciso para qual lado seria a vitória, apesar da
superioridade numérica dos homens de Macário. Às 3 horas da tarde o tiroteio
diminuiu um pouco, porém de instante a instante se ouviam descargas de balas.
Mas ao cair da tarde o coronel Monteiro e seus comparsas perceberam que seria
impossível a vitória e, aproveitando a escuridão às 7 horas da noite, fugiram
para Boca do Acre derrotados, cessando por completo os tiros.
Pela madrugada os combatentes de
Macário invadiram as posições onde ficaram os revoltosos e, não encontrando
mais nenhum deles, incendiaram suas trincheiras.
O resultado final do combate foi
de 7 mortos e 6 feridos entre os homens de Macário, e 11 mortos e vários
feridos no exército do coronel Monteiro.
O capitão Macário foi aclamado o
libertador de Floriano Peixoto, restabelecendo ele ali a ordem e estando o
município agora sob a jurisdição única dele.
Moradores que cercavam o capitão
Macário ouviam dele que o comércio local seria reaberto e que não se temessem
mais nada. Mas, apesar da garantia, muitos comerciantes abandonaram suas casas
amedrontados pela ameaça que fez o coronel Monteiro que disse que se fosse
vencido mandaria incendiar a Vila. Entre esses comerciantes estava o major
Serapião Lopes que levou todas suas mercadorias para a cidade de Rio Branco, no
Acre.
Se dizia que com a derrota do
coronel Monteiro, ele esperava a cada momento outra oportunidade para invadir
Floriano novamente, ainda mais quando soube que suas propriedades na Vila foram
incendiadas pela população em represália às atrocidades que ele cometeu.
A ORGANIZAÇÃO E PARTIDA DA
EXPEDIÇÃO MILITAR,DE MANAUS,PARA SUFOCAR OS MILICIANOS DO CORONEL MONTEIRO
Em Manaus e sabedor da convulsão
armada que acontecia em Floriano Peixoto e do assassinato da alta autoridade dali,
o governador Antônio Bittencourt, junto com demais autoridades, aprovou e
ordenou a ida de um contingente de praças da Polícia Militar do Amazonas para a
zona conflagrada, a bordo do navio a vapor e de guerra "Cidade de
Manáos".
Foi então organizado um batalhão
policial formado por 100 soldados, comandados pelo capitão João Fragoso e
auxiliados por 5 oficiais e também levando a bordo um médico, o Dr. Álvaro Sinval
Moura. Para aquela missão, um total de 106 militares iriam combater os
revoltosos de Floriano Peixoto para pacificar aquela zona e também prenderem os
assassinos do Dr. Alexis e do tenente Vasconcellos. Além deles iam também na
viagem o juiz Leopoldo Cunha Mello e dois outros funcionários, além do Dr. Estanislau
Afonso(delegado de polícia)e do coletor estadual José Sucupira. .
No dia 9 de agosto de 1911 esse
contingente militar saía em marcha do quartel da polícia, na Praça da Constituição,
rumo ao trapiche 15 de Novembro, para embarcarem. E no caminho os soldados
foram acompanhados por uma multidão de populares.
Ao chegaram no trapiche estavam
ali várias autoridades civis e militares, além de uma massa de povo. O
governador Antônio Bittencourt e o comandante da Polícia Militar, Pedro Vidal
de Negreiros, foram dar as despedidas aos oficiais e soldados assim que eles
embarcaram no navio "Cidade de Manáos”, às 5 horas da tarde, que levava um
grande batelão de reboque para qualquer eventualidade.
A CHEGADA DA FORÇA POLICIAL AO
RIO PURUS E Á ZONA DE CONFLITO
Saindo de Manaus o “Cidade de Manáos
“navegou de subida por dias pelo rio Solimões e penetrou no rio Purus. Durante
o percurso todas as embarcações que desciam do Acre e do Alto Purus eram
paradas pelos militares para se ter informações precisas. Já no dia 16 de
agosto o vapor se emparelhava naquele rio com outro navio a vapor, o “São
Luiz" (que vinha do Acre) e também com a lancha "Rápido”, logo a
tripulação e os comandantes dessas embarcações informando ao capitão Fragoso
que os homens do coronel Monteiro haviam sido expulsos de Floriano Peixoto
pelas forças do capitão Macário e tinham se refugiado em Boca do Acre.
Estando agora os policiais
cientes do destino certo da milícia de Monteiro, o navio tomou o rumo de Boca
do Acre, pois haviam suspeitas que Monteiro estava ali se reorganizando para
recuperar Floriano Peixoto, sendo preciso os banir dali em definitivo e prender
os autores dos crimes das duas autoridades do município. Mas quando a
embarcação passava por um baixio foi de encontro a um grande tronco que a
atingiu e a fez adornar, resultando na entrada de muita água pela borda do navio,
sendo preciso cortar os cabos do batelão que ia a reboque para evitar um
desastre.
Após esse incidente o
"Cidade de Manáos" chegou ao lugar conhecido como
"Cachoeira" em fim de agosto e não pôde mais continuar viagem devido à
época de vazante do rio, tendo a diminuir mais ainda o nível das águas.
Como solução para continuarem o trajeto,
os soldados embarcaram em quatro lanchas cedidas por comerciantes das imediações,
sendo que no dia 31 de agosto foram aprisionados 4 comandados de Monteiro no
lugar Paxiúba, ficando eles recolhidos no porão de uma das lanchas.
POLICIAIS ENFRENTAM E DERROTAM
OS INSURGENTES EM BOCA DO ACRE - O CORONEL MONTEIRO SE ENTREGA
No dia 1⁰ de setembro o
comandante João Fragoso e seus policiais souberam que na localidade "Bom
Lugar" achava-se um indivíduo chamado José Barbeiro, pronto para avisar o
coronel Monteiro, em Boca do Acre com seu exército, da ida de alguma expedição
militar ou do pessoal de Macário para atacá-los no lugar em que estavam. O
comandante desembarcou em "Bom Lugar “naquele mesmo dia, com alguns soldados,
e efetivaram a prisão do informante de Monteiro que chegou a reagir armado, mas
foi rendido, detido e recolhido a bordo.
Dali a expedição seguiu viagem na
lancha "Ondina" com destino à Boca do Acre, mas a embarcação acabou
encalhando na praia do gado.
Naquela praia o capitão receou
que alguma outra pessoa pudesse os ver e dar informações à Monteiro, que não
sabia da vinda dos policiais militares de Manaus. Ele então resolveu seguir a
pé com 50 soldados e três oficiais por um varadouro.
Quando os policiais chegaram no
fim do varadouro, já em Boca do Acre, localizaram o barracão em que estava
Monteiro e rapidamente, sem fazer barulho para não serem notados, começaram a
tomar posição para realizar o ataque planejado. Mas foram avistados por
sentinelas e por um grupo que estava numa varanda coberta de uma casa e que
logo abriram fogo. Eram 5 horas da tarde.
Depois da primeira leva de tiros
dos inimigos, o capitão Fragoso mandou armar as baionetas e cercar os barracões
para tomá-los de assalto, mas novos tiros dos rebeldes rompiam de todos os
lados e vendo que seria impossível o cerco, pois os jagunços estavam bem posicionados,
o capitão mandou seus soldados deitarem e logo revidar atirando.
A troca de tiros durou meia hora
com o coronel Monteiro e seus seguidores mais uma vez derrotados e fugindo,
mergulhando e atravessando ele um rio acompanhado de dois filhos seus. Os
fugitivos abandonaram seus armamentos e munições e, tendo acabado o confronto,
a força policial tomou posição no local abandonado pelos revoltosos, mas eis
que inesperadamente a tropa é surpreendida por um homem solitário atirando de
seu rifle do telhado de uma casa na direção dos policiais que reagiram, sendo
ele atingido e ferido na perna. Verificou-se então que o sujeito era um irmão
do coronel Monteiro, chamado Manoel, que foi preso. E no dia seguinte foram
encontrados 19 rifles dos rebeldes e o caminho por onde eles fugiram.
No total houve 4 mortos no lado
dos combatentes do coronel Monteiro, e entre eles um garoto de 12 anos filho do
dito coronel, além de 4 feridos gravemente(constando duas mulheres).Já do lado
da força policial não houve nenhuma baixa.
Enfim, naquele primeiro dia de setembro,
as forças do estado triunfavam sobre o bando armado do intitulado algoz daquela
zona do Purus, restando agora aos policiais ir ao encalço do coronel rebelde
para o prender.
Todavia, quando menos se
esperava, eis que no dia 3 de setembro chegava em Boca do Acre um emissário de
Monteiro trazendo um bilhete endereçado ao comandante da força policial em que
ele concordava em se entregar, mas que lhe dessem garantias de vida.
O capitão Fragoso, acompanhado do
juiz Leopoldo e de um tenente, imediatamente se dirigiu de lancha ao local onde
estava o capitão Monteiro refugiado que ficava a uma hora de distância, na
praia do inferno, e ali efetuou a prisão do maior responsável pelo conflito,
ficando ele recolhido a bordo.
Nos dias 4 e 5 de setembro, o
capitão e seus soldados efetuaram a prisão de outros 4 indivíduos participantes
da milícia de Francisco Monteiro.
No dia 6 de setembro os policiais
saíam de Boca do Acre(deixando alguns praças guarnecendo a povoação)e chegavam
em Floriano Peixoto, trazendo os prisioneiros que foram recolhidos ao quartel
local e onde logo o juiz municipal iniciou o processo, com a finalidade deles
depois irem para Manaus a fim de serem julgados em sessão de júri.Com a Vila
ocupada pelos militares(que ficaram alojados em casas particulares)o capitão Macário,
que até então a ocupava, dispensou seus homens e voltou ao seu seringal São
Francisco.
Com tudo agora normalizado, no
dia 6 de novembro de 1911 o capitão Fragoso, junto com parte de seus policiais,
voltavam para Manaus, deixando em Floriano Peixoto um destacamento de 30
soldados seus comandados pelo tenente Joaquim Milanês Dantas.
Finalmente o navio "Cidade
de Manáos “ aportava em Manaus no dia 21 de novembro de 1911, trazendo a força
estadual com seu capitão e com a missão cumprida.
CONCLUSÃO
Assim, se encerrava um capítulo
obscuro da história do Amazonas. Em 1934 a sede do município de Floriano
Peixoto é transferida para Boca do Acre que é elevada a categoria de Vila, cujo
município passa a se chamar, em 1938,de Santa Maria de Boca do Acre. Hoje
Floriano Peixoto é um distrito do município de Boca do Acre(continuando sendo
uma vila).
FONTES: Jornal do Commercio (AM),Folha do Acre (AC)

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