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MUNDURUKUS, OS ESPARTANOS DA AMAZÔNIA - INDÍGENAS GUERREIROS FORAM OS MAIS TEMIDOS DA AMAZÔNIA COLONIAL

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Na imagem maior, à esquerda, se tem um Munduruku com seu troféu, a cabeça de um indígena (provavelmente um Mura) espetada na ponta de sua lança; na ilustração menor acima à esquerda, um semblante de um guerreiro Munduruku com suas tatuagens/pinturas tribais de guerra; e na ilustração abaixo, um confronto entre um indígena Mura e um Munduruku.   Nenhuma etnia indígena foi mais guerreira e temida na época colonial na Amazônia do que os Mundurukus, isto devido sua índole guerreira e valentia e de seu bem organizado e poderoso exército, cujas impressões foram bem documentadas por autoridades, militares, religiosos e viajantes daquela época, inclusive ficaram conhecidos como os espartanos da Amazônia, em comparação aos guerreiros da cidade de Esparta, na Grécia antiga, cujo seu exército ficou conhecido como um dos melhores que surgiu na face da terra. Os Mundurukus ficaram também conhecidos como "cortadores de cabeças" e seu armamento se constituía de lanças, arco e flecha, zara...

EM 1911,NO AMAZONAS,CAUSAS POLÍTICAS DESENCADEIAM CONFLITO ARMADO NO MUNICÍPIO DE FLORIANO PEIXOTO - FORÇAS LEGALISTAS COMBATEM E TRIUNFAM SOBRE OS REVOLTOSOS

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Na ilustração de cima à esquerda, se tem uma representação do coronel Francisco Monteiro; acima, à direita, uma notícia do início do conflito em Floriano Peixoto, do jornal "Folha do Acre”, cujo lugar ainda era chamado por alguns de Antimarí(sua antiga denominação); no mapa abaixo, na esquerda, se vê a área da conflagração em verde, no Estado do Amazonas, próximo ao Acre(em cor laranja); e na representação à direita se tem dois membros do grupo do coronel Monteiro vigiando próximo à Floriano Peixoto.   No distante ano de 1911 o Amazonas ainda usufruía da exportação da borracha, cujo Brasil era o maior exportadora do mundo, mas a região amazônica começava a sofrer concorrência da borracha asiática, resultando dois anos depois na superação do produto asiático sobre o brasileiro e o início da crise que se abateu por toda a região Norte de nosso país. Porém é nesse mesmo ano que surge no interior do Amazonas uma grave conflagração armada, pondo frente a frente um grupo insurgente co...

JOÃO GRETINHA: UM DISCÍPULO DE LAMPIÃO QUE ATERRORIZOU AS MATAS DO ACRE NA DÉCADA DE 1930

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Na foto maior, à esquerda, se tem uma representação de João Gretinha, armado e com roupas da época. Já na imagem menor, acima à direita, sem tem a bandeira do Acre (local onde o personagem fez suas façanhas criminosas), e abaixo, à direita, a notícia de 1932 estampada no jornal "A Reforma”, de Tarauacá, anunciando o prêmio prometido pelo governo pela captura de João Gretinha. Durante os anos iniciais da década de 1930 entrou em ação no então Território do Acre um famoso delinquente que espalhou medo entre a população da área em que atuava e chegou a ter a cabeça à prêmio pelo governo do Território, se tornando um dos mais procurados e perigosos indivíduos de sua época no Norte do Brasil: seu nome era "João Gretinha". Seus feitos foram comparados pela população local e imprensa como idênticas às de Lampião, que no mesmo período aterrorizava com seus cangaceiros o Nordeste do Brasil. Aliás muitos viam Gretinha como um legítimo praticante do cangaceirismo na floresta amaz...

UMA PARTEIRA DO RIO MADEIRA QUE DEU A VIDA PARA SALVAR SEUS FILHOS

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Maria Parintintin com as crianças na canoa. Quando a exploração da borracha e da castanha se intensificou na Amazônia, centenas de desbravadores e aventureiros penetraram nas áreas mais distantes e inóspitas da região, em busca do ouro negro e de uma estabilidade econômica. Na zona do rio Madeira, no Estado do Amazonas, os exploradores extrativistas e seus empregados tiveram que lidar com a resistência feroz de vários grupos indígenas que não os queriam ali, gerando conflitos e mortes entre exploradores e nativos. Desses indígenas os mais famosos e resistentes eram os "Parintintins”, etnia valente e guerreira que sempre combateu a presença do homem branco em sua área, ainda mais quando os seringalistas armavam expedições de jagunços para invadir suas aldeias e aprisionar os indígenas para trabalharem nos seringais. Os Parintintins, em resposta, invadiam os seringais matando a todos que ali moravam, incendiando os barracos dos trabalhadores e levando suas cabeças decepadas como...

NO RIO MADEIRA,NA PROVÍNCIA DO AMAZONAS, ESCRAVOS ANIQUILAM SEU PATRÃO PARA CONQUISTAR A LIBERDADE, MAS ACABAM SENDO DESCOBERTOS

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Na ilustração, uma representação dos escravos remando numa canoa e sendo comandados por Francisco rumo à um castanhal do rio Madeira. O fato ocorreu durante a década de 1870 na zona do rio Madeira, na então província do Amazonas. Haviam chegado ali na região para explorar castanha e borracha dois irmãos chamados Fonseca e Francisco, que logo se estabeleceram em locais distintos. Fonseca tinha seu seringal no lugar Pupunhas localizado no Médio Madeira, numa ilha do mesmo nome. O local era depósito de embarque da castanha e da borracha vindas dos rios Puruzinho e Ipixuna e que ficava armazenada no paiol aguardando a chegada dos navios a vapor para ser embarcada. Havia ali, além do barracão central, a residência de seu proprietário Fonseca, que era uma casa com uma larga varanda, coberta de telhas portuguesa e móveis finos que oferecia conforto à família do dono. Também tinha no local o campo onde ficava o gado e uma ponte feita de madeira de Itaúba que ligava o barracão à margem do...

EM 1916,EM MANAUS,REVANCHE ENTRE LUTADOR JAPONÊS E ARGENTINO TERMINA EM PANCADARIA

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Imagem do início do século XX, se tem a rua José Clemente na esquina com a rua Barroso, no local onde foi erguido o American Circus. Baseado em pesquisa do ex-judoca amazonense Rildo Heros (o maior pesquisador da história das artes marciais no Norte do Brasil), no dia 4 de novembro de 1916 chegava em Manaus a bordo do navio a vapor "São Salvador”, indo de Belém do Pará, a trupe do "The American Circus”, uma companhia circense composta de 22 artistas de diversas nacionalidades e que se dedicavam às artes cênicas e demais ramos do entretenimento, havendo entre eles trapezistas malabaristas, palhaços e um lutador. O "American Circus“ percorreu vários estados do Sul e Sudeste do Brasil e vinha de uma temporada de sucesso que fez em Belém. O circo era de propriedade dos senhores Henrique Melo e Antônio Fortes, e tinha como principal empresário o senhor Gastão Gracie, pai de Hélio e Carlos Gracie (personagens fundamentais na história do jiu-jitsu brasileiro). Assim que a compa...