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A IMIGRAÇÃO ITALIANA NO AMAZONAS

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Dia 21 de fevereiro é a data comemorativa da imigração italiana no Brasil. A grande maioria dos italianos que chegaram ao Brasil (a partir de 1874) se dirigiram para as regiões Sul e Sudeste do Brasil se fixando principalmente nos Estados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Porém o que talvez poucos saibam é que uma parte desses imigrantes italianos se dirigiram à Amazônia, sendo que a maioria deles se estabeleceu nas duas principais cidades da região: Belém e Manaus. Os italianos que se fixaram na Amazônia vieram atraídos pelo ciclo da borracha e começaram a chegar em 1898.A maioria veio do Sul da Itália, das regiões da Calábria, Basilicata e Campania. Lógico que o número de italianos que imigraram para a Amazônia foi menor se comparando com os que foram para o Sul e Sudeste. Porém os Ítalos-amazônidas, constituíram uma colônia bem ativa e importante nos Estados do Pará e Amazonas e sua trajetória tem que ser mais conhecida pois ainda há pouca pesquisa so...

MARCOLINO E A "ESPANHOLITA"

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NO AMAZONAS, JOGADOR NACIONALINO FOI O PRIMEIRO A PRATICAR A BICICLETA NO FUTEBOL BRASILEIRO.  A bicicleta é uma das jogadas mais bonitas que existe no futebol e, se diz, que o criador dessa peripécia nos gramados foi um jogador espanhol, naturalizado chileno, chamado Ramón Uzaga que a praticou pela primeira vez em 1914. No Brasil, oficialmente, o craque Leônidas da Silva é tido por muitos como o introdutor da bicicleta em nosso país onde marcou um gol desse estilo, pela primeira vez, em um jogo do campeonato carioca de 1932.Já outros pesquisadores atribuem ao jogador paulista Petronilho de Brito como o verdadeiro introdutor da bicicleta no Brasil, na década de 1920. Porém o que muitos talvez não saibam é que, longe dos grandes centros do futebol nacional da época, no Amazonas, um jogador já praticava a jogada em Manaus antes dos dois jogadores citados: seu nome era Marcolino. Marcolino, em 1928, no time do Independência. A TRAJETÓRIA DE MARCOLINO NO FUTEBOL Marcolino Lopes da Silv...

A COBRA - GRANDE DO RIO JAVARÍ E O AVENTUREIRO DA SUÉCIA

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Segundo notícias da época, era o dia 28 de julho de 1910. O explorador sueco Algot Lange (que residia em Nova York) se encontrava no seringal Floresta (de propriedade do Coronel Rosendo da Silva), situado na região do rio Javarí, no Estado do Amazonas. Algot estava com um grupo de seringueiros que passaram o dia pesando e carregando pélas de borracha, do centro da mata, para uma canoa grande, onde de lá eles levariam o produto até a sede do seringal mencionado e de lá uma lancha embarcaria a borracha até a Vila de Remate de Males, na fronteira com o Peru, para depois seguir seu trajeto até Manaus. Os seringueiros resolveram então navegar na canoa à noite, devido ao clima ser mais agradável e sem ter insetos importunando. O sueco então embarcou na canoa junto com seus amigos, seis caboclos trabalhadores, e com a carga de borracha. Navegando próximo à margem do rio, passaram a noite fumando cachimbo, rindo, cantando e ouvindo o barulho dos animais da mata, continuando eles a remar....

MISTÉRIO NO AMAZONAS - UMA ANTIGA NOTÍCIA MENCIONAVA O ATAQUE DE UMA AVE GIGANTE E DESCONHECIDA A UM HOMEM

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No início do século XX, um caso curioso e interessante aconteceu no Amazonas e que ganhou destaque no noticiário de um dos principais jornais do Estado daquela época, causando espanto e curiosidade a todos que dele tomaram conhecimento. Segundo a notícia do distinto jornal (que publicou a matéria com o título de "Um Monstro"), o fato aconteceu em março de 1902 e foi narrado da seguinte forma conforme as linhas seguintes. Um caboclo humilde chamado João morava em sua barraca, no interior, trabalhando na sua roça. Certo dia, ao cair da tarde, embarcou seus produtos em sua canoa para vender na capital, Manaus, pois já fazia muito tempo que ele fazia esse trajeto.   A APARIÇÃO INESPERADA Já era noite e o caboclo remava tranquilamente, atravessando o rio Negro, com a lua iluminando seu caminho na imensidão do rio. Foi quando, do nada, sentiu um vulto cercando sua canoa e um forte barulho de asas batendo sobre sua cabeça. Quando olhou para cima viu, assustado, uma ave de ...

NO AMAZONAS, ESTOURAVA A DENÚNCIA DE QUE DEPORTADOS DO RIO DE JANEIRO ERAM VENDIDOS NOS SERINGAIS DO RIO PURUS

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A Revolta da Vacina ocorreu em novembro de 1904 na então capital do país, o Rio de Janeiro, motivada pela ordem de vacinação obrigatória  ordenada pelo presidente Rodrigues Alves, que gerou revolta na população, gerando graves conflitos e transformando a cidade  numa praça de guerra (essas pessoas protestavam também contra a carestia de vida e o descaso do governo). Devido a isso muitas pessoas, das classes mais pobres da população, foram presas e, por ordem do governo, deportadas em navios para bem longe do Rio de Janeiro, ou seja, para a Amazônia tendo eles como destino trabalhar nos seringais da região. Além dos participantes da revolta (entre eles vários operários e capoeiristas) eram também mandados junto com eles pessoas consideradas indesejáveis pela sociedade, como prostitutas, cafetões, mendigos e trombadinhas. Um bonde destruído pela população durante a Revolta da Vacina, no Rio de Janeiro. Vários dos participantes seriam depois presos e extraditados para o Norte do ...

GREGÓRIO, O MAIS TEMIDO E FAMOSO DESORDEIRO DA ANTIGA MANAUS DA BORRACHA

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Como já se sabe, o Amazonas passou por um período de glamour como nunca havia experimentado em sua economia e que ficou na história conhecido como ciclo ou período áureo da borracha. A exportação gomífera modelou uma cidade de arquitetura europeia no meio da selva, a então orgulhosa Manaus, que passava a usufruir de todos os benefícios que a tecnologia da época oferecia. A elite extrativista manauara frequentava os suntuosos salões, teatros, clubes, banquetes e os cabarés chiques esbanjando muito dinheiro. Porém nem todos em Manaus tiveram acesso a todo esse fausto e por detrás daquela riqueza presente na cidade, haviam pessoas que viviam à margem do processo. Se de um lado a capital do Amazonas era uma das cidades mais ricas do Brasil, por outro lado ela convivia com muitos casos de assassinatos, suicídios, mendicância, roubos e espancamentos. Haviam aqueles indivíduos classificados pela imprensa e sociedade da época como antissociais e baderneiros, que aprontavam todas e que ...