Postagens

LENDAS DA AMAZÔNIA: UM NAVIO ILUMINADO E A APARIÇÃO DA COBRA- GRANDE

Imagem
Era o início do século XX no Amazonas, e a exploração da borracha seguia a todo vapor no interior do estado, afinal o Brasil era o maior exportador do produto naquele momento. Havia em algum ponto do rio Juruá um pequeno seringal num local bem distante e isolado, onde três seringueiros ali trabalhavam e residiam. Uma vez ao mês o patrão deles vinha em seu barco deixar mantimentos para eles e embarcar a produção para levar à cidade. Tudo corria normal. Porém o tempo passava e o patrão não apareceu no período marcado para abastecer seus trabalhadores. Os dias se passavam e nenhuma notícia do patrão. Os trabalhadores já estavam preocupados pois seus mantimentos estavam acabando e não existia nenhuma pessoa morando perto para lhes ajudar. Mas em uma determinada noite, estando eles dormindo em sua barraca na beira do roíeis que acordaram com o barulho de um forte banzeiro nas águas. Ao olharem na direção do rio viram que algo muito grande navegava por ali passando, não muito distante,...

E ASSIM NASCEU O RACING, O PRIMEIRO CLUBE DA HISTÓRIA DO FUTEBOL AMAZONENSE

Imagem
Era o ano de 1906 em Manaus, a capital do estado do Amazonas, que naquele período passava por um grande desenvolvimento econômico como nunca havia tido em sua história, originada pela exportação da borracha que transformou a fisionomia urbana da cidade, com modernas construções de estilo europeu e a chegada de imigrantes de várias partes do mundo, tornando-se a urbes um centro cosmopolita. A cidade também passava por uma intensa vida cultural, sendo governador do estado o coronel Constantino Nery. Porém, em suas horas de lazer, a elite manauara se dedicava às várias práticas esportivas que cresciam em importância pelos fãs do entretenimento, sendo que várias dessas práticas foram trazidas pelos ingleses que se estabeleceram no Amazonas. Mas de todas as práticas de lazer existentes em Manaus, era o ciclismo que imperava absoluto naquele ano no gosto da sociedade amazonense, seguida de perto pelo turfe (corridas de cavalo). O Velódromo Amazonense, localizado em Manaus na Praça Visc...

"QUE VENGA OTROS" - ATITUDE DE ESPOSA DE COMERCIANTE FICOU CÉLEBRE, NA ÉPOCA, DURANTE REBELIÃO NO BAIXO AMAZONAS

Imagem
O eminente pesquisador e professor amazonense Samuel Benchimol lançou, em 1998, um importante e excelente livro intitulado "Eretz Amazônia “, no qual o autor relata a saga histórica dos judeus na região amazônica, analisando toda sua trajetória, as famílias e principais estabelecimentos que os judeus tiveram nos Estados do Amazonas, Pará, Acre, Amapá e Rondônia. De origem judaica, Benchimol cita, na página 94 de seu livro, um fato acontecido no início da década de 1920 no interior do Amazonas e que ficou bem conhecido na época entre os membros da comunidade judaica amazonense e demais pessoas: a atitude de uma senhora de origem hebraica chamada Sol Mendes que, com valentia e determinada a enfrentar e expulsar um grupo de rebeldes que atacava sua propriedade, tomou a atitude extrema de encará-los sem nenhum medo e até tirar a vida de um deles. Esse episódio aconteceu na chamada REBELIÃO DO BAIXO AMAZONAS, uma revolta que colocou o Estado em polvorosa durante um mês, e que foi q...

UM CASO DE DEPORTAÇÃO E FUGA NO AMAZONAS

Imagem
Era o ano de 1917 e as reclamações contra indivíduos considerados "indesejáveis" era grande em Manaus, a ponto de os jornais da cidade sempre estamparem em suas páginas o nome das pessoas que, segundo a imprensa da época, muito perturbavam a sociedade local. O alvo preferido de denúncias eram os batedores de carteira, golpistas, brigões de rua, prostitutas, mendigos, desertores das forças armadas e líderes de movimentos de trabalhadores que faziam greves. Uma das medidas radicais que as autoridades locais faziam contra essas pessoas era a deportação, ou seja, a prisão e expulsão deles da cidade a bordo de navios onde eles eram destinados aos locais mais longínquos do interior do Amazonas, geralmente para trabalharem duro nos seringais mais isolados, com a finalidade de lhes dar uma ocupação e para que nunca mais voltassem à Manaus. Aliás, essa prática de deportação era muito comum naquele período, não só no Amazonas, mas em todo Brasil. Na imagem de cima se tem a primeira n...

SEM QUERER DOIS REPÓRTERES ENCONTRAM, EM MANAUS, O ANTIGO PALACETE ABANDONADO DE CONSTANTINO NERY

Imagem
Em um determinado dia do ano de 1947, pela parte da manhã em Manaus, dois repórteres do Jornal do Commercio (um deles chamado Adauto Rocha),o principal informativo da imprensa do Amazonas daquela época, vagavam tranquilamente pelo bairro de Adrianópolis quando ao passarem pela rua Teresina, próximo ao campo do Nacional, se depararam com um grande e imponente prédio antigo, que estava abandonado e coberto pelo mato e que eles classificaram como uma "forma impressionante e inacabada de edifício". Pelos cálculos dos dois homens aquela misteriosa construção devia ter mais de 40 anos e foi edificada no início do século XX, período pelo qual a cidade passava pelo esplendor em sua economia devido à exportação da borracha. Na foto à esquerda se tem a fachada do palacete de Adrianópolis, tomado pelo matagal, feita pelos repórteres que o visitaram em 1947. Na foto à esquerda se tem Constantino Nery, governador do Amazonas, que foi o idealizador da obra. Os dois jornalistas pararam entã...

DURANTE A REBELIÃO DO BAIXO AMAZONAS, NAVIO A VAPOR ESCAPA DE SER ATACADO E SAQUEADO

Imagem
Em 30 de dezembro de 1920 tinha início, no interior do Estado do Amazonas, a rebelião do Baixo Amazonas com a invasão da Vila de Barreirinha por uma coluna de 200 rebeldes, que atacaram e saquearam o local, logo depois eles se dirigindo para atacar outras localidades da zona rural de Parintins, Barreirinha e Maués. Essa importante revolta teve origem na grande crise econômica que se abateu naquela região devido à queda do preço da borracha, gerando ali descaso, falta de gêneros alimentícios, miséria e insatisfação cujos mais afetados foram as populações mais pobres. O comércio daquela zona era dominada pelos comerciantes judeus que viraram o alvo principal dos revoltosos, tendo suas propriedades invadidas, saqueadas e destruídas. E embarcações que agora passassem pela área de domínio do grupo amotinado, seriam também alvo de ataques e pilhagens, e um dos primeiros a navegar por ali após estourar o conflito (sem saber inicialmente sua tripulação do ocorrido) foi o navio a vapor ...

CRIMES QUE REPERCUTIRAM EM MANAUS ENVOLVENDO MEMBROS DA COLÔNIA ITALIANA

Imagem
Atraídos pelo capital ocasionado pela exportação da borracha, italianos chegaram ao Amazonas entre o final do século XIX e início do e início do século XX dando origem à uma conceituada colônia no estado. A maioria deles veio do Sul da Itália e grande parte se estabeleceu na capital Manaus, exercendo várias profissões e se tornando a terceira maior colônia de estrangeiros do estado atrás apenas dos portugueses e espanhóis. Na ilustração da imagem, de primeira página do Jornal do Commercio, se tem o comerciante Giuseppe Magliano sendo assassinado por Giuseppe D'Eglias com ajuda de seu pai. Havia no Amazonas prósperos empreendedores e comerciantes italianos como Antônio Borsa (proprietário do Hotel Internacional, um dos principais da capital amazonense), Giuseppe Faraco (exportador de guaraná em Maués) e Giulio Cesari Roberti (dono da joalheria Roberti & Pelosi, a mais conceituada casa do ramo em Manaus), outros menos abastados trabalhavam de carregadores, engraxates, jornaleiros...